Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Hoje amanheceu assim

fotos: milu leite




Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Na balada, o reinado mais fu(ll)gaz

O magnestismo do DJ. Constatei in loco uma impressão que tinha vendo vídeos no youtube junto com meu filho, apaixonado por música e, principalmente, por hip hop e house.

A trilha sonora construída ao longo de uma noite de balada dá ao DJ o poder de um rei. Ele comanda o estado de humor das pessoas, as interpela musicalmente, faz delas dançarinos felizes ou não. Tudo depende da competência.

Já vi pista esvaziar e não encher mais. Mas também presenciei o contrário, pessoas desanimadas e cansadas reencontrarem o ânimo por causa do som das pickups.

Não é por acaso que reservam para ele um lugar de destaque, o seu púlpito. Por uma noite, ele detém a força de transformar humores, promover encontros e desencontros, encher de desejos corpos, acelerar corações.

Acompanhei à distância o jogo de interesses, de sedução, que por vezes o DJ tem que enfrentar.
Mulheres o reverenciam, as mais afoitas se atiram sobre ele, os homens o respeitam, o invejam e, no ápice da dor-de-cotovelo, o desprezam.
Mas o fato é que, na balada, todo mundo quer, de algum modo, estar perto do rei. Chovem oferendas aos pés de seu trono. E ele prossegue... tocando.
Um amigo me corrigiu outro dia quando eu disse: "O DJ começou a tocar..." Para ele, Dj não toca, Dj compõe (e só os bons, porque tá cheio de DJ que só copia).

Acho que o assunto é polêmico. Acho que a música eletrônica ainda busca definições.
Como sou um portão aberto, deixo entrar as novidades. Depois, resolvo se as convido para sentar ou não. Em geral, elas têm ficado.



Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

E na verdade tempo haverá

Adoro quando me contam uma história de amor que não é inventada, mas real.

Li ontem no caderno Mais a respeito da história do escritor T. S. Eliot e Valerie Fletcher, sua segunda mulher. Ela tinha 3O anos quando se casou com ele, à época um homem de 68 anos, louco para viver um grande romance.

Ficaram juntos pouco mais de 5 anos. Ele morreu apaixonado. Ela mergulhou na dor e depois retomou sua vida. Não sei se voltou a se apaixonar, mas é bem provável que sim. Afinal, amou um poeta.

Uma das fotos que ilustram a matéria mostra o casal de mãos dadas lendo o folheto de um espetáculo teatral. É uma foto muito bonita, em que os vemos lendo juntos, ele todo concentrado com o papel em uma das mãos, ela vendo aquilo que ele provavelmente lhe lê em voz baixa. As mãos entrelaçadas não se desgrudam mesmo quando buscam no folheto uma palavra perdida.
É uma atitude típica de casais apaixonados. Parece-lhes impossível perder o contato. Se não se entreolham (porque estão lendo um papel), se pegam. Atreva-se a puxar uma daquelas mãos!

Tenho sérias dúvidas sobre a tradução de poemas. Será que vale a pena ler poesia traduzida? Que me perdoem os tradutores, os "recriadores", mas sejamos realistas: o original é um, o poema traduzido é outro. Mas leio. Não sei língua nenhuma o suficiente para abdicar de uma tradução. Mas leio sabendo que estou diante de algo apenas "parecido" com o que o autor criou.

Toda essa explicação é um tentativa de justificar o trecho de um de seus poemas mais famosos que reproduzo abaixo.
A tradução é de Ivan Junqueira. O poema todo está disponível neste link:


A CANÇÂO DE AMOR DE J. ALFRED PRUFROCK
Sigamos então, tu e eu,
Enquanto o poente no céu se estende
Como um paciente anestesiado sobre a mesa;
Sigamos por certas ruas quase ermas,
Através dos sussurrantes refúgios
De noites indormidas em hotéis baratos,
Ao lado de botequins onde a serragem
Às conchas das ostras se entrelaça:
Ruas que se alongam como um tedioso argumento
Cujo insidioso intento
É atrair-te a uma angustiante questão . . .
Oh, não perguntes: "Qual?"
Sigamos a cumprir nossa visita.




Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A morte, sempre ela...

Michael Jackson morreu.
Fiquei bem triste. Me lembrei imediatamente de que a primeira música que dancei juntinho com um menino era cantada por ele: "Ben" ou terá sido "Got to be there"?

Para a turma da minha geração não há escapatória, de um jeito ou de outro Michael Jackson andou por perto.

Quando ele começou com a maluquice da metamorfose, correram boatos de que ele também tinha cogitado pedir o seu congelamento pós-morte. Não sei se foi fofoca. No entanto não duvido. Se tem alguém no planeta que optaria por uma excentricidade dessas essa pessoa era ele.




Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A fuga




Lilibeth foi avistada e perseguida na ilha de Capri.
Quando corria, deixou cair um estranho envelope. Dentro dele, havia um punhado de fotos de Amélie Poulain...




Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Trilha sonora...

video

Fiz esse vídeo em algum dia da semana passada. Intenção? Acho que mostrar que naquela manhã eu estava vendo tudo de um lado e de outro, como uma costura.
Aliás, é assim que continuo vendo meus dias.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Lilibeth?!

Foto: Milu Leite


Ela foi vista em Osijek, Croácia, perto da fronteira com a Hungria.
Fazia tempo que não chegavam notícias de Lilibeth...

Ao que tudo indica, segue sozinha. Onde terá deixado o espião?